) Peça ao Comissário português para que vote a favor da proibição de animais selvagens em circos.
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A UE ATACA A LEI DE BEM ESTAR ANIMAL AUSTRÍACA
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Peça ao Comissário português para que vote a favor da proibição de animais selvagens em circos!

Os Comissários europeus têm que concordar em levar ou não a Áustria ao Tribunal Europeu. Peça ao Sr Barroso não só que apoie a decisão da Áustria mas que convença os outros comissários a fazer o mesmo, não colocando a Áustria no Tribunal Europeu.

Complete o nosso formulário em linha para enviar um email ao Sr Barroso:


Para:

José Manuel Barroso <jose-manuel.barroso@cec.eu.int>
Presidente da Comissão Europeia

Assunto:

Por favor vote a favor da manutenção da proibição de animais selvagens em circos na Áustria

Exmo.Senhor President Barroso,

O seu colega , Comissário McCreevy, numa carta dirigida ao Ministério dos Negócios Estrangeiros Austríaco, datada de 12 de Outubro, Ref : 2005/4510 K(2005)4020, apresentou queixa devido ao facto de a lei austríaca de protecção animal proibir o uso de animais selvagens em circos e como tal restringir ilegalmente o trabalho dos circos.

Embora considerando que a protecção animal é em geral importante, argumenta que é desnecessário uma proibição total para alcançar tal objectivo.

Opinão de peritos sobre animais selvagens em circos

Em 1996 a Environmental Advocay vienense publicou um trabalho científico sobre a manutenção de animais selvagens em circos. A conclusão deste trabalho é clara:

"No futuro o objectivo é somente permitir em circos espécies animais quando seja claro que os requisitos dessas espécies sejam adequados ao meio.Afirmamos claramente que no que respeita a animais selvagens é em princípio impossível reunir esses requisitos"

A organização da UE , Eurogrupo para o Bem Estar Animal é da mesma opinião. Em 2 de Agosto afirmaram:

"A opinião do Eurogrupo sobre a manutenção de animais selvagens em circos é que a mesma não se justifica quer em aspectos éticos ou de conservação e como tal deve faseadamente ser imposta uma proibição de animais selvagens em circos."

A proibição de animais selvagens em circus §27 da lei de protecção animal deve ser vista como um passo progressista no desenvolvimento dos ideais da protecção animal. Futuramente outros Estados membros implementarão a mesma legislação.

Problemas especiais sobre a manutenção de animais selvagens em circos

O facto é que o §25 (manutenção de animais selvagens) e em particular o §28 (uso de animais em eventos públicos) da lei de protecção animal austríaca não proíbe a manutenção de animais selvagens na Áustria nem o uso dos mesmos em eventos públicos e tal não pode ser visto como uma contradição. O problema reside no facto dos circos não respeitarem os requisitos necessários de manutenção de animais pelo facto de estarem constantemente em trânsito.

Mais, os animais selvagens usados em eventos individuais (por exemplo durante a rodagem de um filme) podem sofrer excepcionalmente um curto período de stress, caso se verificasse que o stress sofrido seria longo ou permanente a respectiva licença não seria emitida. Ora, nos circos e em contraste com o exposto anteriormente os animais encontram-se num estado de stress permanente devido ás longas actuações e ao modo como são mantidos em jaulas demasiado pequenas.

Manter animais selvagens em circos significa que os seres humanos entram em contacto directo com eles.Os animais selvagens são perigosos para os humanos e como tal devem ser treinados, treinos esses que se destinam a vergar a vontade do animal através da violência. O animal é obrigado a ver o treinador como o seu superior. Esta situação contrasta com a dos zoos e parques de vida selvagem onde é desnecessário o contacto directo entre humanos e animais selvagens no que é conhecido como contacto protegido ou gestão espontânea. Com este método de mantuenção de animais selvagens a vontade dos mesmos não precisa de ser violentada uma vez que os tratadores se encontram restringidos.

Perigo para as pessoas

Um aspecto adicional é o perigo que os animais selvagens em circos representam para as pessoas. Quando animais de grande porte e especialmente perigosos entram em contacto com as pessoas graves acidentes podem ocorrer (ver http://www.circuses.com/attacks.asp).

Entre 1998 e 2002 somente na Austria ocorreram quatro casos em que animais de circos atacaram pessoas; um jovem foi espezinhado por um camelo, um jovem macaco mordeu pessoas em duas ocasiões e em Julho de 1998 um elefante do Circo Belly Viena levantou um espectador através da barreira e esmagou-lhe o peito. O homem ficou entre a vida e a morte e teve que ser posto em coma induzido.

Impossibilidade de medidas de controle efectivas

Assegurar que as leis de bem estar animal sejam cumpridas num circo é praticamente impossível. Não há como verificar se as mesmas são cumpridas quando se sabe que um circo está constantemente em trânsito. Um exemplo é o circo alemão Barelli. Este circo apresentou espectáculos em Viena, Áustria durante o mês de Abril de 2003. Já nesta altura a lei de protecção animal continha regras rigídas sobre a manutenção de 5 tigres que pertenciam ao circo como parte de um plano faseado de exclusão de animais selvagens em circos. Como consequência destas regras o circo foi obrigado a construir uma estrutura exterior com redes de arame e numa dimensão adequada. Esta estrutura manteve-se durante todo o tempo que o circo permaneceu em Viena. No entanto, a Verein Gegen Tierfabriken (Association against Animal Factories) conseguiu provar através de contínua monitorização que assim que o veterinário acabou a inspecção ao circo os trigres foram postos num vagão e lá permanecerem pelo menos durante todo esse dia, tendo a estrutura construída para os manter ficado vazia.

Conclusão

A única maneira de assegurar o bem estar dos animais selvagens envolvidos é proíbir sem excepção a sua manutenção em circos. Esta medida impõe uma restrição justificável no modo como os circos conduzem os seus negócios. Pelo exposto peço-lhe que veja a lei austríaca como um modelo e não a faça perigar apresentando queixas ao Tribunal Europeu. Concordo totalmente com a afirmação do eurodeputado Sr.Jörg Leichtfried que em 15 de Novembro de 2005 declarou:

O bem estar dos animais deve e tem que ser um valor europeu de absoluta prioridade!

Atentamente,

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